Deus... não abandona quem nele se abandona!

Devoções

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Carlos Tancredi Falletti de Barolo, último descendente dos Marqueses de Barolo, nasceu em Turim no dia 26 de Outubro de 1782. Filho de Otávio Falletti e Paolina d´Oncieu. Homem culto e sensível, desde jovem destacou-se pela inteligência, disposição à justiça, nobreza de sentimentos, atenção às exigências dos tempos e forte tendência para promover e realizar o bem. Dedicou-se à vida pública, no campo político; porém o seu grande destaque foi na ação educativa em favor dos mais pobres.
Júlia Colbert de Maulévrier, nasceu no Castelo de Maulévrier na Vandea, de uma família da antiga aristocracia em 27 de Junho de 1785. A mãe, condessa Anne-Marie de Quengo de Crenolle, era parente do Rei Luiz XVI, o pai Marquês Edouard Colbert de Maulévrier, era descendente do célebre Ministro do Rei Sol. Júlia quando criança foi privada do afeto da mãe, que morreu em 3 de Agosto de 1793. Na sua infância, conheceu a dor e a guerra. A avó paterna foi guilhotinada no furor da Revolução Francesa. O pai, não obstante aos acontecimentos da vida, ofereceu a filha uma sólida educação e formação cultural.
Um casal que fez a diferença...

Na corte de Napoleão, Carlos conheceu Júlia Colbert, uma mulher dotada de finíssima sensibilidade e de genuína espiritualidade. Apesar da diferença de temperamento e caráter, houve uma imediata sintonia nos valores profundos e nos ideais de vida. Casaram-se no dia 18 de Agosto de 1806. A relação de amor foi se tornando cada vez mais forte porque era baseada na fé na caridade e no dever. O casal não teve filhos, mas soube ler nesse fato doloroso o desígnio providencial de Deus. Juntos, se esmeravam como apóstolos da caridade cristã, “adotando” os pobres de Turim como lugar da revelação do amor e da misericórdia do Pai e da dignidade dos filhos de Deus. Viveram assim a paternidade e a maternidade espiritual fecundíssima, dando exemplo de família aberta à evangelização e ao dom de si aos irmãos.

Um caminho difícil...
O caminho de Carlos Tancredi e Júlia não foi fácil, isento de obstáculos. Exatamente por serem ricos e nobres, tiveram de vencer as críticas daqueles que dizem amar a humanidade, mas não sabem não querem sujar as mãos, e tiveram de vencer a tentação de ficarem tranqüilos no próprio palácio, administrando para si os próprios bens...mas eles preferiram trilhar o “caminho estreito” . O caminho do casal foi um autêntico caminho ascético, um abaixar-se, um esvaziar-se das próprias exigências, para fazer-se dom. Foi um abrir-se ao trabalho da graça, à ação do amor misericordioso de Deus, numa experiência de gratidão e gratuidade em que tudo é reconhecido como dom e graça; até mesmo as adversidades do caminho tornaram-se graça.

No meio dos pobres...

Carlos e Júlia, sendo de condição nobre, em solidariedade com seus irmãos, preferiram trilhar o “caminho estreito” do Evangelho: abaixaram-se com humildade e amor para erguer os mais aflitos. Souberam reconhecer, sobretudo nos miseráveis e infelizes, a imagem daquele Deus que imprimiu em cada pessoa um destino de felicidade. Viveram numa constante abertura ao trabalho da graça e a ação do amor Providente e Misericordioso de Deus.

Júlia se dedicou de modo todo particular ao problema das prisões. Visitava as presidiárias e estabelecendo com elas uma relação pessoal, para conduzi-las à experiência concreta do amor de Deus Pai que cuida das suas criaturas. Denunciou junto ao governo a triste situação das prisões e apresentou propostas concretas para acabar com os abusos e humanizar a vida nos cárceres. Esta experiência levou-a a fundar uma Congregação feminina: as “Irmãs penitentes de santa Maria Madalena”, hoje chamada de Filhas de Jesus Bom Pastor.

Carlos Tancredi se dedicou particularmente à educação preventiva, à instrução e formação das crianças e dos jovens. Assumiu também encargos de certa relevância política: foi prefeito de Turim, realizando escolhas concretas em favor do desenvolvimento integral dos seus concidadãos.

Em suas iniciativas de caridade, os pequenos ocuparam o lugar principal: para eles instituiu no seu palácio o primeiro jardim de infância do Piemonte, para acolher os filhos dos operários pobres, a fim de os retirarem da rua. E em 1834, de comum acordo com sua esposa, fundou o Instituto das Irmãs de Santa Ana, para continuar na Igreja a missão de ser para os pequenos e pobres “Instrumento da providência de Deus”.
Carlos Tancredi morreu no dia 04 de setembro de 1838, nos braços de sua amada esposa.

Santidade de casal...
O amor de Deus, sobre o qual construíram suas vidas, continua a brilhar ainda hoje através de suas obras. As Congregações religiosas por eles fundadas encaminharam o Processo de Canonização, manifestando o desejo de que Carlos Tancredi e Júlia sejam proclamados bem-aventurados e, enquanto casal brilhe como modelo de santidade para todas as famílias. Pois eles mesmos tornaram-se: Providência, misericórdia e esperança.

“Não aconteça jamais que a verdadeira caridade se canse de
buscar com amável solicitude toda desventura, a menor ou a mais
desgostosa da condição humana”
( Carlos Tancredi di Barolo)
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